Erguem-se seres em apoteose,
gigantes, gárgulas, dragões,
dançando pelos ares em turbilhões,
criaturas míticas em simbiose.
Preenchem o mundo de emoção
os unicórnios, os elfos, os tritões
e os vampiros que saem dos caixões.
Espalham temores e admiração.
A adrenalina é aquela divindade
que faz abrir a fenda fantástica
por onde irrompem como arte mágica
mil ideias tornadas realidade.
É o sopro que faz o vendaval
e a chama que nele a alma aquece,
pois até as sensações que a ideia tece
vestem o coração co'o seu astral.
Todo este mundo é a energia dela.
Não é que espaço a imaginação
onde deposita a sua criação,
e o poema é apenas uma janela.